domingo, 28 de fevereiro de 2016

Filme: O que nós fizemos no nosso feriado

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O que nós fizemos no nosso feriado
(What we did on our holiday)

Ano: 2014
Duração: 95 minutos
Gênero: Comédia Dramática
Pontuação:  ( 5/5 )

"O casal Doug e Abi decide viajar às planícies da Escócia com os três filhos pequenos, para comemorar o aniversário do pai de Doug. No entanto, os dois têm um segredo a esconder do resto da família, mas não será nada fácil manter a informação escondida com as crianças por perto."

(Sem SPOILERS! )

Eu estava procurando por uma comédia romântica quando caí por acaso nesse filme. E caí muito bem, devo dizer.

"O que nós fizemos no nosso feriado" é uma comédia "dramática" produzida pela BBC, situando a história entre Escócia e Inglaterra. Confesso que comecei estranhando a montagem do filme, que é bastante diferente do tradicional americano que estou acostumada. O filme todo passou sem nenhuma referência sexual, nenhuma piadinha de duplo sentido nem nada do tipo, verdadeiramente um filme que dá pra assistir com a família sem nenhum momento de constrangimento, haha!


O filme começou meio lento, e a história foi sendo construída em alguns diálogos aleatórios, e logo pensei que talvez fosse uma boa ideia trocá-lo. Não fosse a preguiça, e os atores mirins, eu provavelmente o teria feito, mas daí certamente teria desperdiçado minha tarde com algo menos fabuloso que esse filme digníssimo de 5 estrelas! Não, a pontuação não é pelo design, pela filmagem artística ou pelas músicas e paisagens maravilhosas, mas pela mensagem doce e singela que é passada pelas três personagens infantis do filme.

Eu geralmente não gosto de criança em filme. Ou elas são apáticas ou parecem se esforçar demais para o papel, de modo que não fica lá tãaao convincente. Nesse filme, porém, acho que reuniram as três melhores crianças atrizes do mundo e as botaram para contar uma história sobre vida, morte e simplicidade.


A mensagem do filme é doce, leve e sutil. Acho que foi a melhor história sobre morte que já assisti, e traz uma baita lição sobre simplicidade de ideias que às vezes nos falta quando adultos. Um filme, que traz a morte de maneira tão longe do tabu que costuma ser, tem de ser guardado para sempre no coração e na alma.


Recomendo pra qualquer um, em qualquer momento da vida, mas, principalmente, em situações de perda. Ele está disponível no catálogo da Netflix, e é bem curtinho! Se está buscando algo diferente e tranquilo, vá lá e pegue esse filme rapidinho!

terça-feira, 23 de fevereiro de 2016

Filme: A Garota Dinamarquesa

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A Garota Dinamarquesa
(The Danish Girl)

Ano: 2016
Duração: 119 minutos
Gênero: Drama, Biografia
Pontuação: ** ( 3/5 )

"Cinebiografia de Lili Elbe (Eddie Redmayne), que nasceu Einar Mogens Wegener e foi a primeira pessoa a se submeter a uma cirurgia de mudança de gênero. Em foco o relacionamento amoroso do pintor dinamarquês com Gerda (Alicia Vikander) e sua descoberta como mulher.

(Sem SPOILERS! )

Estava ansiosa por esse filme desde que descobri que o diretor seria o mesmo de Os Miseráveis. Não só isso, a história era um tanto diferente do que estava acostumada a ver por aí, e daí pensei que valeria a pena, também como experiência, para pensar e criar personagens trans ou nesse processo de descoberta e aceitação.

Eu não sou muito fã de drama, principalmente porque o final geralmente é bem previsível. E nesse filme não foi diferente. Já aviso que o trailer lançado entrega praticamente tudo, então o elemento surpresa não foi lá o forte da Garota Dinamarquesa. Pelo menos não para mim.


 Mas, também não era isso o que eu queria. Uma coisa que me fez apaixonar pelos Miseráveis foi a montagem das cenas, que parecem todas usar uma paleta cuidadosamente escolhida. Todos os frames podem ser separados, impressos e enquadrados para serem pendurados na parede, e era isso que eu esperava ao pegar A Garota Dinamarquesa para ver. E consegui!

As cores e tonalidades do filme são todas maravilhosas, e não são poucas as cenas em que encontramos todos os personagens e background usando uma mesma paleta de 2 ou 3 tonalidades.


Ah sim, vamos à história: Não achei tão TÃO. Como já disse, o trailer entregou praticamente tudo, e é uma história real, então é fácil fazer inferências ao longo do filme e ir quebrando qualquer chance de "wooow não esperava por isso!". Algumas pessoas reclamaram da questão da representação (Por que não escolher um ator trans para esse filme?) e concordo que teria sido mais interessante assistir com um ator/atriz que tenha passado pelo processo, mas não diria que o escolhido foi mal, muito pelo contrário. Apesar de não gostar do ator (por conta de outros personagens que ele já fez, haha!), admito que ele me convenceu ao longo de toda a narrativa de que realmente estava naquele conflito interno.


Mas bem, eu recomendo esse filme não pela trama, nem pelo visual, nem pelos atores, mas pelas discussões que ele pode levantar. Passei o filme inteiro questionando (e sendo questionada) questões de valores e preconceitos. Acho um filme bem bom para refletir a respeito, e talvez criar um pouco mais de empatia por quem passa por situações semelhantes, mas que também levanta questões sobre a padronização do processo. Em conversa com amigas trans percebi que nenhuma foi como o personagem de A Garota Dinamarquesa. Nenhuma passou pelo processo de dupla personalidade que é retratado no filme, e fiquei bem curiosa para saber se isso é comum de acontecer.

Enfim, termino esse post com essa imagem. Espero que se lembre dela quando for assistir ao filme:


domingo, 21 de fevereiro de 2016

Lírico Sacro e Sorvete na Pedra - 21/02

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Nesse final de semana eu e Caio fomos a uma apresentação do Coral Lírico de Minas Gerais (com regência de Lincoln Andrade - que é bem bonzinho) na Basílica Gótica de Lourdes. Eles estão com esse programa (que não teve divulgação nenhuma, ou seja, igreja vaziérrima) e apresentando em algumas igrejas de BH com as novas peças do repertório do Coral.


Dessa vez o programa (adorei, curtíssimo) incluía:
- Felix Mendelssohn (Sinfonia n°2)
- Giuseppe Verdi (Requiem)
- Charles Gounod (Romeu e Julieta)
- Carlos Gomes (O Guarani)
- Lindembergue Cardoso (Missa Brevis)
- Henrik Górecky


E foi maravilhoso, não fosse pelos repórteres da Globo com um holofote horroroso que era jogado na cara dos coitados dos cantores e na nossa cara também. O repórter tinha a audácia de chegar no meio da plateia e pedir pra alguns casais fazerem cara de interessados para ele poder filmar pra matéria. Muito empático. Pra não falar no fotógrafo que praticamente subia no piano para tirar fotos do pessoal cantando. Respeito: zero.

Aproveitei para fotografar a igreja depois da apresentação e antes de sair para comer (estava faminta já!)


Estávamos indo para o Quiznos até que... omg! Ele virou o Subway!? QUÊ? O único "concorrente" direto do Subway na cidade se tornou o próprio Subway!

Bem, seguindo o morro para a Savassi acabamos parando na Ice Creamy. É uma sorveteria nova que vende a ideia do "sorvete na pedra". Já ouvi gente aqui chamando de "sorvete na chapa", o que aumenta demais o Hype.


O lugar é bonitinho (podia ser bem mais), pequeno, cheio e bastante exposto. Do tipo que não dá pra se sentir totalmente à vontade ali no meio da Savassi. Fiquei aproximadamente 15 minutos ali dentro e reparei em pelo menos três pessoas diferentes entrando pedindo dinheiro e sorvete para quem tava sentado comendo. (E o lugar tava cheio. Síndrome do Los Niños)

Agora, sobre o sorvete: Foram 11 reais (ouch!) pelo tamanho médio (dividimos um, claro. Olha esse preço, omg <O>) Pegamos um basicão, sabor chocolate com morango e avelã.


O cara prepara lá na sua frente (digo, ele pega o sorvete, joga em cima da pedra, coloca 2 morangos - sim, DOIS morangos - e 6 avelãs, joga cobertura, mistura e coloca tudo no pote) e depois te entrega. Achei muito doce e sem graça. Se for para pagar 11 reais no sorvete prefiro ir no Lullo pegar um Negrissimo com Cookies, sem sombra de dúvidas.


Acho que o Hype não dura muito. Aqui em BH, pelo menos, ele não costuma durar. Aquele ponto em que eles abriram é conhecido por ser "amaldiçoado" também, quase nenhuma loja daquele quadro costuma ficar por muito tempo (talvez pela quantidade de assaltos naquela região?).

Enfim, comida + música + companhia = lyndo domyngo.
Agora, ansiosa pela venda de ingressos para a ópera de Romeu e Julieta que nos foi prometida lá na igreja. Só esperando que não se torne um novo Carmen modernete, como fizeram no ano passado.

terça-feira, 9 de fevereiro de 2016

Livro: O Cão dos Baskerville

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O Cão dos Baskerville
Arthur Conan Doyle
ISBN: 8537809551
Páginas: 264
Lançamento: 1902
Preço: R$13.23
Editora: Zahar
Pontuação: ( 5/5 )
"Conhecido como um dos primeiros best-sellers do século XX e considerado o melhor romance policial já escrito, "O cão dos Baskerville" arrebata o leitor com seu enredo de horror gótico, um clima de ameaça constante, estranhas pistas e inúmeros suspeitos. Baseado em lendas locais sobre cães negros e fantasmas vingativos, esse é mais um caso brilhante do imbatível detetive de Baker Street. " 

Esse foi o primeiro contato com Sherlock Holmes que tive até hoje. É óbvio que eu já conhecia o personagem e entendia as referências gerais, mas até então não havia nem lido nem visto qualquer filme ou seriado com o personagem, de fato.

Escolhi começar pelo Cão dos Baskerville por mero acaso monetário. O livro foi comprado 2 anos atrás, na bienal do livro, na banca da editora Zahar em promoção por algo em torno de 15R$. Se me conheço bem, não teria pago mais que isso em algum livro que não conheço. Daí peguei minhas comprinhas do dia e guardei na minha estante a espera do fatídico dia que o tiraria para ler.

Peguei ele por acaso outro dia, buscando inspiração para um conto que eu venho escrevendo. Já conhecendo a história do Poirot de Agatha Christie e seu ritmo de narrativa, pensei que não fosse gostar muito, e daí peguei, mais ou menos desanimada, para ler no meu trajeto para o trabalho.

Acontece que eu devorei O Cão dos Baskerville em menos de 3 dias. Eu literalmente engoli cada página, desesperada para saber o que estava acontecendo. Nunca imaginei que diria isso, mas Arthur Conan Doyle é um dos melhores escritores que já li em toda a minha vida! A sua capacidade de criar cenários e personagens apenas com diálogos é algo que nunca tinha visto antes, para não falar na fluidez da narrativa e no emaranhado de arcos que ele administra ao longo de todo o livro sem perder o fio da meada.

Não falarei muito da trama aqui, já que provavelmente terei um post só para isso no Pássaro Príncipe,  mas adianto que o mistério é tão bem construído que você logo se vê tão ansioso quanto os personagens na busca da solução do caso.

Recomendo esse livro sim, para qualquer um em qualquer idade. Cheguei a passá-lo para meu pai, que leu num tempo recorde de 2 dias, e saiu ansioso para o próximo livro da coleção. Agora vou só esperar a editora lançar os próximos para completar os volumes todos no mesmo estilo :)



Ah, aproveito também para elogiar essa edição de bolso da Zahar. Se você me segue pelo Twitter (@laz100pgs), já sabe que eu não sou muito fã de edição de bolso, provavelmente por conta de minhas experiências com a Martin Claret (irrrk!). Mas essa daqui realmente me surpreendeu. A qualidade é incrível, a capa dura é levemente aveludada, as páginas são todas em tom creme e de fácil leitura, existem ilustrações originais ao longo de todo o livro e toda a paragrafação e projeto interno editorial são muito bem arranjados. Não tenho nenhum outro livro dessa editora, então não sei dizer se o zelo permanece em todas as outras obras, mas assim que tiver outro volume volto aqui pra contar :)


Esse é um livro maravilhoso para pessoas impacientes (como eu), e espero que, se você ainda não leu nada desse autor, que corra agora e faça sua leitura! Se você tem vontade de ser escritor algum dia, eu reforço minha recomendação, vá e leia agora um romance de Arthur Conan Doyle. Vá lá e leia qualquer coisa, você precisa ver como os diálogos são construídos com maestria aqui. E com certeza poderá aprender, em uma leitura, muito mais do que em qualquer curso de escrita criativa.

Depois não diga que não avisei!

domingo, 7 de fevereiro de 2016

Filme: O Regresso

2 comentários


O Regresso
(The Revenant)

Ano: 2016
Duração: 156 minutos
Gênero: Aventura , Ação, Drama
Pontuação: * ( 4/5 )

"1822. Hugh Glass (Leonardo DiCaprio) parte para o oeste americano disposto a ganhar dinheiro caçando. Atacado por um urso, fica seriamente ferido e é abandonado à própria sorte pelo parceiro John Fitzgerald (Tom Hardy), que ainda rouba seus pertences. Entretanto, mesmo com toda adversidade, Glass consegue sobreviver e inicia uma árdua jornada em busca de vingança."

(Sem SPOILERS! )

O Regresso foi o primeiro filme da sessão Oscar. Vi ele antes de Mad Max e a possibilidade de comparar os dois filmes assim, com a memória tão fresca, me dá a certeza de que esse é um filme muito muito muito melhor que o rival (na minha cabeça são rivais sim.). Falo da narrativa, é claro. A fotografia eu colocaria lado a lado. Prefiro o cenário fantástico, mas o cuidado e, principalmente, o TEMPO que O Regresso lhe dá para apreciar as montagens de cada cena, deixa tudo mais aprazível.


George Marting talvez fique orgulhoso desse filme. Aprendi bem no início que todo personagem pelo qual você se afeiçoa acaba indo contra o que você (eu) quer que aconteça. E isso foi me deixando cada vez mais angustiada. Eu não estava me importando tanto com o DiCaprio, pra mim ele já estava condenado desde o início e então não nutri esperanças de que durasse até o fim. Imaginei que para ganhar o Oscar ele teria alguma cena dramática de morte dolorosa, então me desapeguei dele como foco de interesse.

Claro que não direi nada sobre o final do filme, nem sobre estar certa ou errada sobre o final do DiCaprio, mas acho que essa é uma daquelas peças em que você entende o valor da jornada como muito superior ao destino. Essa é uma lição que aprendi com Journey (um jogo muy guapo) e que comecei a reparar em tudo que existe por aí. Chega num momento do filme em que o final tanto faz diante da proporção que o desenrolar da trama toma. E isso pra mim mostra que a história tá muito bem contada.

Outros pontos bem legais desse filme estão na Trivia. O Diretor usou 100% de luz natural e todas as cenas parecem MUITO reais o tempo todo. Depois que assistir o filme, volte aqui e leia esse artigo do Telegraph: http://www.telegraph.co.uk que mostra o que é real e o que não é em O Regresso.


Não dei 5/5 porque apesar de ter gostado de praticamente tudo nesse filme, eu não consegui lidar com a vagareza das coisas. Senti-me revendo uma versão nova de Barry Lyndon no que diz respeito à velocidade da trama, e isso vai... can...san...do...ZzZzzz. Tinha hora que eu levantava, ia ao banheiro, passeava para esticar as pernas e depois voltava e ainda estava na mesmíssima cena. Era tipo Gundam Wing, mas ao contrário. Haha.

Apesar disso, recomendo demais o filme. E como disse na postagem sobre Mad Max, recomendo também para artistas. O estudo de cores e tons desse filme rende muita arte boa, então... vá com tudo!

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2016

Filme: Mad Max: Fury Road

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Mad Max
(Mad Max: Fury Road)

Ano: 2015
Duração: 120 minutos
Gênero: Ação , Ficção científica
Pontuação:  ** ( 3/5 )

"Após ser capturado por Immortan Joe, um guerreiro das estradas chamado Max (Tom Hardy) se vê no meio de uma guerra mortal, iniciada pela Imperatriz Furiosa (Charlize Theron) na tentativa se salvar um grupo de garotas. Também tentanto fugir, Max aceita ajudar Furiosa em sua luta contra Joe e se vê dividido entre mais uma vez seguir sozinho seu caminho ou ficar com o grupo. ."

(Sem SPOILERS! )

Caio chegou aqui em casa outro dia com a proposta de assistirmos alguns dos filmes do Oscar. Topei ciente da diferença desse tipo de filme para os que estou acostumada (Sessão da Tarde, Musicais, Romance histórico, coisas lineares etc.), estava com a mente aberta para aceitar qualquer coisa que viesse. Mas acho que não estava pronta para Mad Max.

Também é importante dizer que começamos o dia assistindo ao Regresso, e seguimos com Mad Max sem pausa. Foi tipo uma maratona bem loucona, porque sinto que até hoje estou aqui tentando digerir e interpretar a intensidade desvairada de Mad Max.



Ainda estou hesitante com a terceira estrela. Talvez devesse ter dado só duas. (Veja bem, dei 3 estrelas pra Colina Escarlate, e que achei bem melhor) Não foi um filme que me divertiu, mas que, sem sombra de dúvidas, me transtornou. Confesso que passei maior parte da trama desejando que esse fosse um filme sobre Furiosa, uma personagem que nos trás seu passado, seu presente e ainda conseguimos delinear seu futuro. Essa foi uma das poucas coisas que consegui encontrar de linear no filme. A única personagem capaz de causar aquela mínima identificação que os personagens, vilões ou mocinhos, deveriam provocar em quem assiste.

A 'fotografia' do filme é maravilhosa, e esse foi um motivador de uma das estrelas dadas. O uso das cores, a grotesquidade das coisas, a maquiagem dos personagens, os poucos momentos de calma em que podemos contemplar o background com certeza valem a pena. Se eu fosse melhor desenhista, ou pelo menos mais dedicada, certamente pegaria algumas screenshots desse filme para estudar tonalidade e combinação de cores!


Mas acho que dessa vez é só isso que tenho a dizer sobre o filme. Não gostei, nem desgostei, e não sei exatamente o motivo para além da história que não me cativou, os personagens que não gostei, não ter assistido aos filmes passados, o ritmo desnorteado que não dava tempo de capturar e refletir sobre os personagens, a quantidade de pontos sem nós na história e a narrativa incomum. Não vou me delongar mais sobre Mad Max, mas sinto que uma lore melhor explorada teria dado um filmaço sobre o mundo, suplantando os personagens vazios.